terça-feira, 14 de junho de 2011

Igual Mas Diferente

A convivência em sala de aula requer paciência e boa vontade. É necessário reconhecermos que apesar de iguais, somos diferentes - uns mais diferentes que outros! E mostrar-se diferente não é uma tarefa fácil e nem vem naturalmente para todos. Anunciar-se como diferente é se libertar. Aquele que não se deixa ser não é.

O diferente tem que suportar e digerir a ira do remediavelmente igual, a inveja do comum, o ódio do mediano, que espera que você seja assim.... como ele.O diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber.
O diferente é o que se emociona quando todos gargalham. Os diferentes aí estão: enfermos, inteligentes em excesso, homossexuais, barriguados, de roupas erradas, infantis, gilsons, silvanas, tchelas, porras', petersons...

Dos grandes feitos só os diferentes são capazes. Só eles são capazes de arriscar. Só eles sabem que viver é seguir impulsos até perceber, sentir, saber ou intuir a tendência de equilíbrio que está na raiz dos impulsos. Eis um determinismo biológico: para amadurecer há que viver (sofrer) as machucadelas da aventura e da peripécia existencial.

O diferente sabe que viver é renunciar. Renunciar à onipotência e às hipóteses de felicidade completa. Descobrir que a felicidade se constrói aos poucos. Sobre os erros, sobre renúncias, trocando sonhos e ilusões pela construção do possível e do necessário. Só o diferente sabe que alcançar à felicidade possível é compreender que construir a vida é renunciar à pedaços da felicidade para não renunciar ao sonho da felicidade.

Mas quem disse que é fácil desassociar a conotação pejorativa da palavra diferente que nos foi imposta? Eis o grande desafio da convivência: reconhecer no outro a possibilidade ao invés da inferioridade.

...Dedicado ao professor Percy e aos colegas da sala 25

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Rotas de fuga

Tem aqueles dias em que ficamos pensando em saídas para os problemas que surgem em nossa vida. Quando penso em "saída", a primeira coisa que me vem à cabeça é o suicícdio. Costumava pensar que isso era para os fracos, para os que não têm a coragem para enfrentar a vida. Hoje eu entendo... é que às vezes simplesmente não se tem mais condições de sofrer. Os momentos que te fazem rir são ínfimos se comparados àqueles que te gastam suas lágrimas... e então não vale mais a pena. Qalquer um tem o direito de sair da vida quando quiser - e eu respeito isso. Aqueles dias em que você luta para levantar da cama procurando desesperadamente um "porque" para viver se tornam mais frequentes.

"Quem tem porque viver pode suportar quase qualquer como." E quando não se tem um porque?Como fazer com os "comos"? Quando a vida parece dizer não aos nosso sonhos basta procurar novos sonhos? Parece tão simples...

Outra saída que me vem a cabeça é a busca pela fé. As pessoas precisam buscar algo maior para acreditar, precisam ter uma resposta do porque as coisas são como são. E para não terem que carregar o peso das consequencias das próprias escolhas, recorrem a algo superior tendo a certeza de que Alguém tem tudo sob controle.

Outras pessoas apenas ignoram os problemas e tentam não pensar em nada apenas vivendo o momento. Mas como alguém consegue fechar os olhos à noite estando envolto de incertezas?
E outras são admiravelmente fortes que são capazar de lidar com tudo o que surge durante a caminhada... não que seja fácil.

Eu respeito todos os tipos de pessoas... só não sei ainda qual delas eu sou. E hoje, não acredito em pessoas fracas ou fortes, mas simplesmente em pessoas. Pessoas que têm motivos suficientes para serem exatamente como são. Pessoas que estão tentando desesperadamente encontrar a tal felicidade, a libertação. E não diferente estou a procurar... porém não indefinidamente.

domingo, 10 de abril de 2011

Você é o que você come?

Ao assistir uma aula sobre nutrição fiquei a pensar..... O professor começou a nos dizer a respeito dos alime ntos. O leite é tóxico para o organismo. A água deve ser destilada, pois o flúor que nela contém é também tóxico. Então compre um destilador. Precisamos ingerir pelo menos 60mg de vitamina c ao dia. Mas quem come seis laranjas por dia? Vivemos em deficiência de nutrientes acarrtetada pela má alimentação. Achamos então que tomar um polivitamínico resolveria todos os nossos problemas. Mas não. Porque o cálcio tem preferência de absorção se comparado ao ferro e as vitaminas x,y e z são imprescindíveis.

A alimentação é um hábito cultutal. Fato. O professor nos disse então que todos os dias toma uma porção de vitaminas, bebe somente água destilada e não bebe em latinhas de alumínio.

Supostamente, ossos e tecidos são feitos para sobreviverem para sempre. Enquanto ele tentava nos ensinar algo pensei.... E se eu não quiser viver para sempre? Ficar para a eternidade não vale a pena já que toda a carga da sua vida vem junto. Doido é aquele que decide deixar de ser feliz hoje esperando para ser feliz amanhã. Não aquele que opta em ser extremamente feliz agora ao comer um belo hamburger com um refrigerante.

Uma só vida é tempo mais que suficiente.

'Hoping for some sugar'

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Amar não é um sentimento. É um verbo

Eu amo, tu amas, ele ama. Não amamos simplesmente. Escolhemos amar. Talvez não... Mas, com certeza, escolhemos continuar amando. Escolhemos compartilhar, nos envolver, arriscar. Mesmo sabendo da fatalidade de uma decepção, arriscamos mesmo assim, sem nenhuma garantia de felicidade[que bicho estúpido esse tal de ser humano].

Não me refiro apenas à relacionamentos. Eu amo a carreira que escolhi. E eu escolhi continuar amando-a. Aulas de segunda à sabado, 13 horas de estudo por dia, distância da sociedade. Mas é o preço que se paga para tentar ser feliz. A possibilidade de fracasso é grande... mas assim como a de sucesso. E é nessa que eu me agarro.
A partir do momento em que escolhemos continuar a amar, escolhemos o compromisso, o envolvimento e a dedicação. E tudo isso apenas para tentarmos ser quem quem sempre sonhamos em ser. E quando achamos estar no caminho certo para econtrar essa tal felicidade... tudo fica escuro de novo. Nos recuperamos então do desespero e, mais uma vez, tentamos. Esperando sempre o melhor, mas preparados para o pior.

'Hoping for some sugar'

terça-feira, 8 de março de 2011

Sociedade Eufêmica

Às vezes fico a pensar na diversidade que está contida no Brasil. Essa é uma questão extremamente delicada, já que envolve uma cultura alicerçada à valores morais, culturais e religiosos provenientes, principalmente, do período colonial, de uma época antiga e ultrapassada. Mas os tempos mudaram, e as pessoas precisam se adequar à ele.

O que é ser diferente? Se formos pensar, esse conceito é extremamente ultrapassado. Só existe o diferente a partir do momento em que existe o que igual. E o que é o igual? Quem definiu o que devemos ser ou como devemos agir? Essa palavra "diferente" me dá arrepios. Por que o negro, o deficiente, o homossexual é o diferente? Quem decidiu o que é bom, o que é certo e o que errado? A sociedade? Aham Cláudia. Tantas perguntas e nenhuma resposta. Não existe uma resposta sensata para essas perguntas.

Vivemos em uma sociedade extremamente eufêmica, na qual o preconceito velado se transforma em falsa aceitação. As pessoas não querem lidar com a verdade e por isso, dizem que "fulano é diferente".

Está mais do que na hora de todos podermos ser parte de um todo em comum. Preconceito para mim... é sinônimo de ignorância.