terça-feira, 8 de março de 2011

Sociedade Eufêmica

Às vezes fico a pensar na diversidade que está contida no Brasil. Essa é uma questão extremamente delicada, já que envolve uma cultura alicerçada à valores morais, culturais e religiosos provenientes, principalmente, do período colonial, de uma época antiga e ultrapassada. Mas os tempos mudaram, e as pessoas precisam se adequar à ele.

O que é ser diferente? Se formos pensar, esse conceito é extremamente ultrapassado. Só existe o diferente a partir do momento em que existe o que igual. E o que é o igual? Quem definiu o que devemos ser ou como devemos agir? Essa palavra "diferente" me dá arrepios. Por que o negro, o deficiente, o homossexual é o diferente? Quem decidiu o que é bom, o que é certo e o que errado? A sociedade? Aham Cláudia. Tantas perguntas e nenhuma resposta. Não existe uma resposta sensata para essas perguntas.

Vivemos em uma sociedade extremamente eufêmica, na qual o preconceito velado se transforma em falsa aceitação. As pessoas não querem lidar com a verdade e por isso, dizem que "fulano é diferente".

Está mais do que na hora de todos podermos ser parte de um todo em comum. Preconceito para mim... é sinônimo de ignorância.

2 comentários:

  1. O conceito de diversidade está ligado aos diferentes ângulos de visão, o que implica que enquanto houver diversidade haverá divergência de pensamentos.
    Ser diferente (ou igual) é algo "relativístico": o negro só é diferente (em abordagem a cor da pele) se ele estiver em uma sociedade majoritariamente branca. Caso um "branco" decida passar férias no Senegal, será ele o diferente.
    Acabar com o preconceito é algo utópico, pois para isso uma das duas coisas teria que acabar: A diversidade ou a estupidez humana (como você citou bem, preconceito é sinônimo de ignorância). Enquanto houver mais de um ser vivo na face da terra, haverá diversidade. Devemos então acabar com a vida na Terra para acabar com o preconceito? Quanto a estupidez humana... bem, essa já foi bem definida por um gênio: "Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta."


    "Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito."
    Albert Einstein

    ResponderExcluir
  2. concordo! o "ser diferente" é realmente algo vago demais, e a partir do momento que taxamos alguém como diferente, concretizamos nosso preconceito ao exigir do outro que ele seja igual, provavelmente, a nós e aos nossos conceitos de certo e errado.
    e acho que não recebi sua mensagem, marcela! eu troquei de celular! sobre o que era?
    um beijo!

    ResponderExcluir